Koha. Uma Comunidade a Crescer

Geral   29 de novembro de 2016
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Decorreu ontem, na Universidade da Beira Interior, no Anfiteatro 8.1 das Engenharias, as Jornadas Koha (Programa open source de Gestão Documental) subordinadas ao tema: Koha. Uma Comunidade a Crescer. Foram organizadas conjuntamente pelos Serviços Informáticos e a Biblioteca da UBI, e são as primeiras sobre o Koha a serem organizadas por uma instituição de Ensino Superior, em Portugal.
 
Estiveram presentes cerca de 70 participantes da UBI e de fora da UBI. Em termos institucionais, e com intervenção ativa, estiveram presentes a UBI, a Empresa Keep Solutions, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Viseu, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), e um Consultor da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB). A ideia orientadora era aprofundar o Koha nas suas potencialidades e trocar experiências de implementações, no que se refere a aspetos positivos e a dificuldades encontradas nesse processo. Entre outras instituições participantes e representadas estiveram ainda a Universidade Católica Portuguesa, o Instituto Politécnico de Castelo Branco, a Universidade de Lisboa, o Grupo de Trabalho para as Bibliotecas da CIMBSE (Rede Intermunicipal de Bibliotecas Beiras e Serra da Estrela – RIBBSE), além de muitas outras Bibliotecas Municipais da região (Covilhã, Fundão, Trancoso,  Seia, Guarda) e outras pessoas a título individual. É cada vez mais uma evidência, especialmente na Informática, que a aprendizagem mais eficaz é a colaborativa: aprende-se não apenas com quem sabe mais, com também quem sabe menos e está a aprender.
 
Todas as Comunicações apresentadas – desde o âmbito estritamente técnico, quer informático quer biblioteconómico, até ao âmbito de políticas públicas relativas à aquisição e manutenção de softwares para a gestão de bibliotecas - foram de altíssima qualidade. Ficou claro para todos: a) que os programas de gestão documental, por muitas razões (económicas, políticas, técnicas, ...) são já o presente e sobretudo o futuro; b) que a Comunidade dos utilizadores do Koha está em franco crescimento (não só nas instituições de Ensino Superior, mas também nas municipalidades), pelo que a aposta estratégica feita pela UBI no Koha (2012) e, mais recentemente, em assumir ela própria, através dos SI, o desenvolvimento e parametrização deste software (2016), foi e é a aposta mais acertada, mais rentável, mais coerente e mais sustentável.
 
Muitos dos participantes, já de viva voz já mediante mensagens posteriores, agradeceram a competência e o profissionalismo da organização, bem assim o acolhimento dispensado, com especial referência ao «cantinho» da Malufa. A propósito, a palavra Koha que dá nome ao Programa vem-nos do outro lado do mundo, da Nova Zelândia (onde o programa surgiu e foi implementado pela primeira vez, no ano 2000).  Na língua dos Maori, indígenas da Polinésia, Koha significa literalmente uma dádiva, um presente, uma oferta, um dom… Exprime concretamente os laços de reciprocidade e hospitalidade que ligam se estabelecem entre quem dá e quem recebe. Circulação do dom, pois, que UBI agradece e honra partilhando com outros o que já sabe.
 
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